BURNOUT: A SÍNDROME DO SÉCULO XXI

O que é isso?

Burnout é uma síndrome psicológica de exaustão emocional, despersonalização e de capacidade reduzida de realização que pode acometer indivíduos que trabalham com outras pessoas na mesma atividade.

Exaustão emocional

Um dos aspectos básicos da síndrome de burnout é a exaustão emocional. Como os recursos emocionais foram esgotados, o profissional percebe que ele não tem mais a capacidade de se entregar psicologicamente ao trabalho.

Despersonalização

Outro aspecto é a despersonalização, ou seja, o desenvolvimento de atitudes cínicas e sentimentos negativos em relação aos clientes, sejam eles internos ou externos.

Essa percepção insensível e até mesmo desumanizada em relação aos demais, pode levar à atitude de considerar que os clientes merecem ter os seus problemas.

O desenvolvimento da despersonalização é, aparentemente, relacionado à exaustão emocional.

Incapacidade de realização

Um terceiro aspecto da síndrome de burnout é a redução na capacidade de realização.

O profissional se sente infeliz consigo mesmo e insatisfeito com seu desempenho no trabalho.

Consequências

A Síndrome de Burnout é um fator importante afetando o turnover, o absenteísmo e a moral da equipe.

Além disso, está correlacionado a várias disfunções pessoais como exaustão física, insônia, aumento do consumo de álcool e de drogas, problemas familiares e matrimoniais

O assunto tem sido estudado pela pesquisadora Dra. Christina Maslach que, em resumo, define como sintomas de burnout:

  • Exaustão emocional
  • Despersonalização
  • Indiferença (Ausência de sentimento de realização)
  • Cinismo
  • Queda da eficácia profissional

A dimensão do problema

Não encontramos dados sobre o assunto no Brasil.

Entretanto, estudo conduzido durante 5 anos no Reino Unido permitiu concluir que a Síndrome de Burnout afeta 20% dos executivos de alto escalão nas organizações britânicas.

“O burnout corporativo é como um esgotamento viciante e esmagador e uma completa incapacidade de funcionar.”

Explica o Dr. Howard G Awbery, que conduziu a pesquisa e é diretor da Awbery, uma empresa especializada no fornecimento de programas de alto impacto em liderança, em desenvolvimento de gestão e em estratégias de bem-estar.

“Estamos pedindo que as empresas revejam como sua organização monitora sua força de trabalho em busca de sinais de problemas de burnoute de saúde mental.”

Em um estudo recente da Gallup com cerca de 7.500 funcionários em tempo integral em todo o país, 28% dos jovens da geração do milênio* afirmaram sentir-se esgotados freqüente ou constantemente no trabalho, em comparação com 21% dos trabalhadores nas gerações mais velhas.

Um adicional de 45% dos trabalhadores da geração do milênio* dizem que às vezes sentem-se esgotados no trabalho, sugerindo que cerca de sete em cada dez pessoas da geração do milênio* estão passando por algum nível de esgotamento no trabalho.

*entraram no mercado de trabalho após 2.000

ESCOLHA UM EMPREGO QUE VOCÊ AMA E NUNCA TERÁ QUE TRABALHAR UM DIA EM SUA VIDA.

Sem dúvida, esta é a primeira e mais importante recomendação: FAZER O QUE GOSTA.

Quem faz o que gosta, trabalha sem rejeição à atividade e tende a fazer bem feito sendo, portanto, bem-sucedido na sua carreira.

A escolha adequada do seu trabalho é um grande passo no sentido de combater a Síndrome de Burnout.

Contudo, não é suficiente, pois as pressões que a originam surgem do estresse, o qual é causado por inúmeros outros fatores, tais como: problemas familiares ou de saúde, crises econômicas, dificuldades de relacionamento com pessoas da organização, bullying profissional, pressões de prazos e de desempenho etc.

Mas, o burnout não precisa nos afastar das carreiras que amamos.

Temos pouca ação sobre muitas das nossas fontes de estresse.

Em realidade, o tempo é o único fator que pode ser totalmente subordinado à nossa atuação, estabelecendo o domínio da pressão sobre prazos.

Veja quais ações práticas você deve tomar para evitar isso, clicando aqui.

Danilo Endler

Formado em Coaching Integrativo pela ACI – Academia de Coaching Integrativo, certificado pela ALUBRAT – Associação Luso-Brasileira de Transpessoal e filiado à ABRH-SP (Associação Brasileira de Recursos Humanos), vem atuando na área de desenvolvimento humano desde então. É sócio da Edeaas Comunicação.

Este post tem um comentário

  1. HELIO LEVISKY

    Como diferenciar Burnout de Depressão?

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