the bullshiter gets the job
the bullshiter gets the job

THE BULLSHITER GETS THE JOB

Esta não é uma expressão polida que se possa usar num círculo aristocrático elegante.

Numa tradução livre ela pode significar: “O enganador ganha o emprego” ou “O enrolador pega o cargo”.

Esta frase foi forjada por Martin Bauman, de Nova York, com quem estive associado por mais de 10 anos, pois éramos membros de uma mesma organização internacional de head hunters, da qual eu era Vice President and Member of the Board.

Martin era um ícone na profissão, usualmente citado e entrevistado por publicações como o The New York Times e o Financial Times.

Inclusive, li artigo do Martin Baumann na Seleções do Readers Digest, em português.

Ele havia atingido o estágio de prestígio e maturidade de carreira que lhe permitiu tomar a decisão de não mais visitar clientes.

Conforme Martin me explicou: “Quem quer me contratar é porque necessita mudar a empresa; precisa dar uma demonstração inequívoca de que quer mudar; e faz isso vindo falar comigo no meu escritório”.

Quem consegue o emprego?

Eu fiquei muito surpreso quando ele soltou essa frase: “The bullshiter gets the job”, o que me fez parar para refletir e concluir: É A VERDADE!

Raramente num processo de seleção vence o melhor candidato!

Vence o melhor preparado para participar do processo!

Em outras palavras, não precisa ser o melhor; precisa aparentar ser o melhor!

Muitas vezes, depois de o profissional por mim recomendado participar de uma entrevista no cliente, eu procurei saber como ele se tinha saído na mesma e mais comumente recebi respostas desalentadoras.

Um desanimado “devo ter ido bem” era a resposta mais usual.

Procurando saber se o candidato conseguira demonstrar bem o conteúdo do seu patrimônio profissional, geralmente a resposta era: NÃO!

Pessoas respondem as perguntas que lhe fazem e não conseguem dizer tudo aquilo que é importante a seu respeito, tendo em vista as necessidades da empresa.

A razão está em três aspectos:

  • Conhecimento insuficiente a respeito de si mesmo e do seu patrimônio profissional; pessoas tendem a se concentrar nas experiências mais recentes de sua carreira e não tem presentes na mente a relação de todas as suas realizações, de seus conhecimentos, habilidades e competências;
  • Insuficiência de pesquisa prévia a respeito da empresa para a qual está concorrendo a um cargo e a respeito do perfil de quem irá
    entrevista-lo;
  • Total desconhecimento de técnicas para dominar a entrevista.

A situação é muito preocupante pois no passado, ou melhor, no século passado, a busca de emprego era um fato raro na vida dos profissionais, ocorrendo três ou quatro vezes ao longo de sua carreira.

Atualmente, o tempo médio de permanência num emprego está reduzido a cerca de 3 anos (na realidade, um pouco menos do que três anos).

Ou seja, a busca de uma oportunidade e a participação em processos seletivos tornou-se uma atividade recorrente na vida de todo o profissional, devendo ocorrer 8 a 10 vezes ao longo de sua carreira.

Esta é a razão pela qual criamos o projeto Life Transitions.

Todos necessitam adquirir know how em procurar trabalho e renda.

Conheça mais em http://lifetransitions.com.br.

Ewaldo Endler

Sócio da Next Steps e da Lifetransitions. Começou como executive search em 1972 e desde então tem desenvolvido uma larga experiência em várias organizações globais. É Coach em transições profissionais: A Conquista do Emprego, Planejamento de Carreira, A Recolocação Profissional, Preparação para Aposentadoria, Onboarding Executivo, Assessor na elaboração do currículo e em networking.

Deixe um comentário